Espera!
Um esperto
Sim, era
Um aperto
Sem saber
Entrelaçou
O eu e o querer
Sim, encurralou
Agora?
Força e aperta
Está na hora
Sê esperta
Amiga corda,
Então?
Estás torta?
Onde está o coração?
domingo, 15 de maio de 2011
quarta-feira, 4 de maio de 2011
A morte é certa
Última conversa
... confissão
... respiração
... palavra
... despedida!
Último passo
... toque
... sorriso
... suspiro
... batimento!
Última morada!
Último nó!
... confissão
... respiração
... palavra
... despedida!
Último passo
... toque
... sorriso
... suspiro
... batimento!
Última morada!
Último nó!
Porquê a tradição negra e obscura? No primeiro momento, as lágrimas compreendem-se. Mas a continuidade do sofrimento e desespero... Porquê?
Podem dizer que são coisas dos dias de hoje: "Modernices!" Mas não. Já ditam os populares que: "A morte é a única coisa que temos como certa."
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Partidas e nós a par e passo

'Tu' foste um nó
Olho para trás. Calma! Olho para reflectir e perceber o porquê do presente. Sim, eu sei que o que lá vai já passou e que o importante é o hoje. Mesmo assim tenho em conta o passado. Sempre!
Lembro-me do "Não" que ouvi repetidas vezes e para o qual não encontrava explicação. O mesmo "Não" que puxou por mim e que ajudou-me a perceber o porquê. Deu-me um empurrão, fez-me tropeçar e erguer sempre. Fosse o que fosse.
Cá estou e o meu passado tem influência nisso. As pessoas, os tempos, os espaços, os momentos... tudo teve um 'dedinho'. Uma partida a cada queda ou salto que dou e dei outrora. Agora, aguento ouvir dizer "Não" e percebo, por mais doloroso que seja.
Partidas da vida que nos constroem e que nos acompanham a par e passo. São os nós! Os malandros que mudam o rumo daquilo que idealizamos.
Chegam quando menos esperamos. Na bagagem, trazem barreiras e boas novas. Cabe a cada um perceber o porquê dos nós que atravessam o seu caminho.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Cheira a...
Até nas flores!
Olhos brilham
Por entre cores
Que ficam.
Cheira a... perfume, vida, ternura e muito mais.
Cheira a Primavera!
Cheira a ti!
* Vale a pena cheirar e sentir (foto)
terça-feira, 12 de abril de 2011
Volta amanhã
Quando te vi
Não acreditei.
Quando percebi
Tentei e neguei.
Hoje, tudo brilha:
O sol, plantas, flores.
Tudo e tudo brilha,
Mas não leva os horrores.
Cheira a vida!
A planta cresce,
A flor é lida,
O belo renasce.
Oh, que dia!
Apetece-me levar-te,
Ter-te sempre dia.
Em mim, guardar e fechar-te.
Fica comigo
Não fujas
Que encontro-me contigo
Hoje e sempre: não vás.
Não acreditei.
Quando percebi
Tentei e neguei.
Hoje, tudo brilha:
O sol, plantas, flores.
Tudo e tudo brilha,
Mas não leva os horrores.
Cheira a vida!
A planta cresce,
A flor é lida,
O belo renasce.
Oh, que dia!
Apetece-me levar-te,
Ter-te sempre dia.
Em mim, guardar e fechar-te.
Fica comigo
Não fujas
Que encontro-me contigo
Hoje e sempre: não vás.
domingo, 10 de abril de 2011
Pormenores
Olhar, querer, virar e ter!
Pormenor de umas calças (foto)
Tudo pormenores
Com uma natureza
Ou razão menores
Entre nó e fraqueza.
Olhar e não ver.
Querer e não saber,
Virar sem pensar,
Ter sem imaginar.
Começa sem idem
Aqui e quem sabe.
Termina sem fim
Amanhã quem sabe.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Porque é assim
Mais um dia e nada de novo. Tudo igual e, ao mesmo tempo, diferente. Ainda que insignificante ou imprevisto há sempre algo que nos surpreende. Hoje, isso aconteceu.
"Posso perguntar-te uma coisa? Eras tu que vinhas a conduzir aquele carro que está ali estacionado?" Estas questões colocadas por um senhor, anónimo como tantos outros, não são novidade. A minha resposta: "Sim."
Com um ar surpreendido, o anónimo continuou o início da conversa: "Não me interpretes mal, mas quando te vi a primeira vez pensei que tinhas uns 14 anos ou pouco mais." A minha explicação também é sempre a mesma: "Pois é, a aparência engana." Até aqui nada de novo.
O imprevisto dá-se quando dou por mim a ouvir características minhas vindas de uma pessoa 'estranha'. Sem saber, coincidência ou não, aconteceu. Sem confirmação ou desmentido, a verdade é que gosto que as pessoas sejam directas e objectivas comigo. A dúvida 'prende-me', angustia-me e impede-me de avançar à primeira.
A sensibilidade é 'outro nó' da minha vida. Aparentemente, uma caracterísca escondida pelo ser forte e resistente. Mora comigo, mas quase nunca nos cruzamos devido a outros nós. Porque é assim que acontece.
Qual a importância? Nenhuma. Pormenores, mais pormenores e muito e nada por dizer, descobrir e desvendar. Ainda há dúvidas que os nós aparecem a qualquer momento, hora, local...?
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